Ninguém deve ficar esperando por notícias. O respeito pela família é inegociável.
Muito além do bisturi: Por que a comunicação clara é parte fundamental do seu tratamento
Quem já teve um familiar no hospital sabe: a espera por notícias no corredor pode ser tão dolorosa quanto a doença em si. A incerteza, os termos técnicos difíceis de entender e a sensação de que ninguém tem tempo para explicar o que está acontecendo geram uma angústia que poderia ser evitada.
Eu acredito que a cirurgia começa muito antes de entrar no bloco cirúrgico e termina muito depois da alta. Ela começa na confiança. E não existe confiança sem uma comunicação clara, honesta e humana.
Como cirurgiã oncológica, lido com momentos decisivos na vida dos meus pacientes. Por isso, faço questão de que a conversa “olho no olho” seja um pilar do meu atendimento. Hoje, quero falar sobre como isso funciona na prática.
Sem “Mediquês”: O direito de entender
Muitas vezes, nós médicos somos treinados para falar em termos técnicos. Mas de que adianta eu explicar um procedimento complexo se você sair do consultório cheio de dúvidas?
Meu compromisso é ser uma “tradutora” da medicina para você.
- Diagnóstico: Explico o que você tem de forma direta, mas com todo o cuidado que a notícia exige.
- Procedimento: Desenho, mostro exames e explico o passo a passo da cirurgia. Você precisa saber exatamente o que será feito no seu corpo.
- Riscos e Benefícios: A transparência é total. Falamos sobre as vantagens da cirurgia (seja robótica ou convencional) e também sobre os riscos reais, sem esconder nada.
A Família também é paciente
Uma cirurgia, especialmente em oncologia, nunca afeta apenas uma pessoa. Ela impacta o marido, a esposa, os filhos, os pais. A família é a sua rede de apoio e ela também precisa ser cuidada.
Eu sei que, enquanto você está dormindo sob anestesia, seus familiares estão acordados, contando os minutos lá fora.
Por isso, uma das minhas prioridades é a atualização constante.
- Antes: Acolho a família para tirar dúvidas pré-operatórias.
- Durante e Depois: Assim que a cirurgia termina, minha primeira missão é falar com quem está aguardando. Explicar como foi, se conseguimos atingir os objetivos e como será a recuperação imediata.
Abertura para ouvir
Comunicação não é apenas falar; é principalmente ouvir.
Muitas vezes, o paciente tem vergonha de fazer uma pergunta que considera “boba”. No meu consultório, nenhuma dúvida é pequena demais.
- “Vai doer?”
- “Como fica minha cicatriz?”
- “Quando posso voltar a dirigir?”
Todas essas perguntas são válidas e importantes. Eu estou aqui para responder a todas elas, quantas vezes forem necessárias, até que você e sua família se sintam seguros.
Um pacto de confiança
A tecnologia, como a videolaparoscopia ou o robô cirúrgico, me ajuda a ser precisa nas minhas mãos. Mas é a conversa, a empatia e o cuidado com as palavras que me ajudam a ser precisa no cuidado com a sua vida.
Se você procura uma cirurgiã que, além da técnica, ofereça presença e clareza em cada etapa do caminho, saiba que estou à disposição. Aqui, você não é um número de prontuário; você é alguém que será ouvido, respeitado e cuidado integralmente.



