Câncer de Pele: Como identificar os sinais e a importância do tratamento cirúrgico especializado

Dra. Daniele explica a importância da prevenção, os sinais para identificar e quais os tratamentos para o câncer de pele.

Câncer de Pele: Como identificar os sinais e a importância do tratamento cirúrgico especializado

Vivemos em um país tropical e solar. O sol é fonte de vida e vitamina D, mas também exige respeito. Como cirurgiã oncológica, vejo diariamente como a nossa pele “tem memória”: o efeito da radiação solar se acumula ao longo dos anos.

O câncer de pele é o tumor mais comum no Brasil. A boa notícia? Quando diagnosticado precocemente, as chances de cura ultrapassam 90%.

Neste artigo, quero ajudar você a diferenciar uma “pinta” comum de um sinal de alerta e explicar como a cirurgia oncológica atua para tratar essa condição com segurança e cuidado estético.

Não é “só uma feridinha”

Muitas vezes, o câncer de pele não dói. Ele pode aparecer como uma mancha que mudou de cor, uma ferida que nunca cicatriza ou um sinalzinho novo que cresceu rápido.

Existem, basicamente, dois grandes grupos que precisamos conhecer:

  1. Câncer de pele não melanoma: São os mais comuns (como o carcinoma basocelular). Geralmente crescem devagar e raramente se espalham para outros órgãos, mas podem destruir o tecido local se não forem removidos.
  2. Melanoma: É mais raro, porém mais agressivo. Ele nasce nos melanócitos (células que dão cor à pele) e exige tratamento rápido e preciso para evitar que se espalhe.

 

A Regra do ABCDE: Faça o seu autoexame

Você conhece o seu corpo melhor do que ninguém. Uma vez por mês, observe suas pintas e sinais em frente ao espelho. Use a regra do ABCDE para identificar o que é suspeito:

  • A – Assimetria: Se você dividir a pinta ao meio, os dois lados são diferentes?
  • B – Bordas: As bordas são irregulares, dentadas ou mal definidas?
  • C – Cor: A pinta tem mais de uma cor (mistura de preto, marrom, castanho)?
  • D – Diâmetro: É maior que 6mm (o tamanho da borracha de um lápis)?
  • E – Evolução: O sinal mudou de tamanho, forma ou cor recentemente?

Se você notou qualquer um desses sinais, ou tem uma ferida que não cicatriza há mais de um mês, é hora de procurar ajuda médica.

O Papel da Cirurgia Oncológica

O tratamento padrão para a maioria dos cânceres de pele é a cirurgia. E aqui entra um detalhe fundamental: as margens de segurança.

Não basta remover apenas o que vemos a olho nu. Como especialista, meu objetivo na cirurgia é retirar o tumor com uma margem de tecido saudável ao redor, garantindo que não restem células cancerígenas microscópicas. Isso reduz drasticamente a chance de a doença voltar.

“Mas Dra., e a cicatriz?”

Eu sei que essa é uma grande preocupação, especialmente quando a lesão é no rosto, colo ou braços. A cirurgia oncológica moderna une a segurança da cura com o refinamento técnico.

Planejamos as incisões seguindo as linhas naturais de tensão da pele para que a cicatriz fique o mais discreta possível. Em casos mais complexos ou extensos, utilizamos técnicas de reconstrução para garantir um resultado funcional e estético satisfatório.

Prevenção é o melhor remédio

Não espere o sinal aparecer. A proteção deve ser diária, mesmo em dias nublados:

  • Use protetor solar (fator 30 ou superior) todos os dias.
  • Evite exposição direta ao sol entre 10h e 16h.
  • Use chapéus e óculos de sol.

Cuidar da sua pele é um ato de amor próprio. Se você tem dúvidas sobre algum sinal ou precisa de uma avaliação cirúrgica, meu consultório está de portas abertas. Vamos cuidar da sua saúde com a atenção que ela merece.

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